Em 17/jul o Estadão divulgou o artigo acima. No mesmo dia em que a Anatel nega inoperância na atuação contra panes.
Eu não sei se essa é uma notícia boa ou ruim.
Boa, levando em consideração que não somente a Telefônica tem problemas a serem resolvidos.
Ruim, em saber que outras teles, senão todas, tem problemas na rede que podem compremeter a qualidade do serviço prestado ao brasileiro.
Sabemos que a privatização do Sistema Telebrás era um mal necessário (duas citações: quem se lembra da fila de espera para se ter um telefone fixo ? E o mercado negro para compra/venda dos mesmos ? Imagina isso aplicado a Telefonia Celular…) mas também sabemos, hoje, que o processo arquitetado pelo nosso falecido Ministro das Comunicações Sergio Motta poderia ter sido melhor trabalhado.
Na minha última postagem, adicionei um post do Virgílio Freire sobre essa questão. É notório que ele é a favor da reestatização ou, mesmo, da privatizção nem ter ocorrido. Nesse aspecto, solicitei que algusn colegas postassem seus comentários e aproveitei para abrir uma enquete.
Curioso como o resultado da enquete até o momento (quinta, 21:37) me deixa perplexo: das 125 pessoas que votaram: 89% (111 votos) são a favor da reestatização enquanto 7% (9 votos) não são. Dos que votaram “NÃO” 4 pessoas postaram suas opiniões sobre o assunto (ver em comentários) e dos que votaram “SIM” nenhuma opinião foi postada.
Será que a revolta com a qualidade dos serviços da Telefônica está tão grande que faz com que as pessoas ajam intempestivamente esperando resolver seus problemas ?
Ou realmente não conseguem reconhecer o salto tecnológico que o Brasil conseguiu ? (Já faz tempo que temos mais celulares que telefones fixos. Isso estaria acontecendo com a Telebrás enquanto estatal ?).
Aguardo opiniões.
Acho que esta negociação BrOi está planejada há muito tempo pelo próprio governo, para permitir que o governo volte e acontrolar a telefonia do Brasil. Atualmente bastam cerca de R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhõesde reais), ou seja US$ 1 bilhão, assumindo o mesmo preço de R$ 2,00 por ação que o BNDES está vendendo 15% de sua participação na Telemar Participações, que controla a Oi/Brt, para a PETROS e FUNCEF, para o governo adquirir praticamente todas as participações privadas na Telemar Participações pertencentes a Jereissati Participações (via LF Tel S.A.) e a Andrade Gutierrez (via Ag Telecom Participações e Luxemburgo Participações) , e poder anunciar ao país que o governo detem o controle da Oi/Brt, pois terá cerca de 38,66% da Telemar Participações que contola a Oi/Brt e as demais participações são do BNDES (16,8%) e fundações PREVI (12,95%), PETROS (10%), FUNCEF (10%) e mais a Fundação Fundo Atlântico (esta a única de empresa privada – Telemar – com 11,49% da Telemar Participações).
Comentário por Gilson Lima — 31/07/2009 @ 01:31 |
Sou totalmente favorável e estatização do serviço de telecomunicações. Trabalhei na Telesp por 18 anos e sei como era organizada. Apesar de não ter telefone p/ todos na ocasião o serviço prestado era de qualidade e barato. Em 1998 a assinatura de uma linha residencial custava R$ 3,18. Na ocassião da privatização o governo investiu na expansão das redes para depois dar quase de graça para as multi nacionais. Se tivessem aproveitado o investimento para ampliar o serviço, com certeza estaria com uma qualidade superior ao atualmente oferecido pela empresas privadas.
Ademais, telecomunicações é um ítem de segurança pública, portanto, deve ser controlado pelo governo e pelo povo brasileiro.
Comentário por Ana Pereira — 31/07/2009 @ 14:41 |